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CENTRO CULTURAL IAB/MG concurso, novembro 1998 O Centro Cultural IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento de Minas Gerais, reafirma a presença da arquitetura e dos arquitetos perante a Cidade e a Sociedade, sinaliza e confirma a trajetória do pensar arquitetônico e urbanístico em Belo Horizonte e Minas Gerais, aparecendo como símbolo desta consciência. A nobre localização do Centro, na rua Mestre Lucas, junto à Av. Afonso Pena e à Av. do Contorno no Bairro Mangabeiras confere grande visibilidade ao local. A enorme árvore existente na frente do lote é um marco natural já reconhecido e associado ao local do IAB. A concepção do projeto toma a construção existente como fato importante da história da instituição e intervém como uma nova camada nesta memória. O edifício existente configura o primeiro andar que é mantido e ampliado, e se liga ao segundo andar e ao subsolo através de escada e elevador. A estrutura metálica proposta entra em diálogo com a grande árvore criando uma harmonia entre a geometria vegetal e a natureza das retas, num entendimento racional e sensível das forças da natureza e da gravidade. Os pórticos e a estrutura propostos podem ser entendidos como um 'ficcus' de aço, suporte da Casa dos Arquitetos e que não toca o antigo prédio se apoiando em quatro pontos externos, não solicitando a estrutura existente e facilitando a obra. Funcionalmente as atividade públicas do programa: Hall, Foyer, Exposições, Restaurante e Bookstore; se concentram no primeiro piso e estão integradas, podendo ser fundidas no caso da abertura dos painéis móveis em vidro. O Restaurante pode ser acessado através de entrada independente pelo Foyer tendo-se Exposições isolada. Também pode-se criar se necessário, através da colocação de painel próprio, acesso ao Auditório isolado da Exposição ou Foyer. No segundo piso, o das atividades mais específicas, localizam-se o Auditório e a Sede do IAB, que funcionam independentemente e que se integram através do Hall e do Bar/Copa e se ligam ao terraço que aparece como área de fruição e extensão descoberta do andar. Sob estes dois pavimentos aparece o subsolo com as 24 vagas exigidas, com rampa pelo lado esquerdo do prédio, já quase definida no movimento de terra atual. O desaterro será feito na parte posterior e direita do lote, evitando-se movimentos de terra sob a construção existente. A circulação entre estes pavimentos está na parte frontal do edifício com ampla escada que envolve o elevador e tem fechamento cilíndrico revestido com um mosaico que reproduz o mapa de BH, um signo da relação dos arquitetos com sua cidade. O Sistema Estrutural Metálico assim se descreve: A estrutura da cobertura é composta de vigas barrotes vencendo os vãos longitudinais totais sobre as quais apoiam-se telhas metálica termoacústicas tipo sanduíche injetadas com espuma de poliuretano, sob as quais fixam-se forros e defletores acústicos. As vigas longitudinais extremas, das fachadas laterais, além das cargas de cobertura recebem as cargas do piso imediatamente inferior através de tirantes tubulares. Todo o sistema estrutural da cobertura descansa sobre um sistema de pórticos triangulares atirantados invertidos, ou pórtico de duas pernas. As vigas em arco graças ao seu pequeno arqueamento funcionam como os tirantes destes pórticos nas fachadas anterior e posterior. O piso do segundo andar, em seu trecho central, é suportado por duas vigas principais vencendo cada uma dela o seu vão longitudinal total. Os trechos laterais, inclusive as lajes do terraço apoiam-se no sistema de tirantes tubulares anteriormente citado. Finalmente, este sistema estrutural encontra-se apoiado em quatro colunas metálicas circulares apoiadas por sua vez em pilares circulares de concreto que nascem em fundações externas no subsolo. O sistema de piso é constituído de barroteamento metálico sobre o qual apoiam-se lajes usando o sistema Steel Deck e as contenções do subsolo serão executadas com tubulões retangulares semitangentes com paredes intermediárias de fechamento. O sistema estrutural proposto é o gerador de todo o projeto e está predimensionado, apresentando nos desenhos todas as partes que o constituem. Do ponto de vista da legislação municipal adotaram-se afastamento laterais e de fundos de 5,00m, conforme a lei da testada em lotes com mais de 20,00m de frente. O afastamento frontal mínimo de 4,00m. As alturas máximas na divisa são de 5,00m. O nível do subsolo está abaixo do perfil frontal médio do lote. O coeficiente de aproveitamento para área líquida é 1,00. O Centro Cultural IAB/MG será um novo espaço inteligente de BH e um marco na história da instituição nesta virada do milênio, símbolo da importância de um fazer arquitetônico consciente na evolução da cidade, e do compromisso da classe arquitetônica com esta missão. João Diniz Arquitetura Ltda.
Arquitetos: João Antônio Valle Diniz Adriana Aleixo Marcelo Maia Clarissa Bastos Consultores de Estrutura: Hélio Chumbinho, engenheiro civil Roberval Pimenta, engenheiro civil Consultor de Engenharia: Frederico Grimaldi de Castro, engenheiro civil |












